
O LED molecular representa um passo importante na criação de componentes para um computador molecular do futuro.[Imagem: Guillaume Schull-IPCMS(CNRS/Universidade de Estrasburgo)
O LED molecular é formado por um único "fio" - uma molécula de politiofeno - posto entre um substrato de ouro e a ponta de um microscópio eletrônico de varredura. O "ponto de luz" surge quando a corrente atravessa a molécula em um sentido determinado - quando a polaridade é invertida, a luz emitida é desprezível -, comprovando que o LED molecular também é um diodo, como seus irmãos maiores (LED é a sigla em inglês para diodo emissor de luz).
Além de representar um passo importante na criação de componentes para um computador molecular do futuro, o LED molecular vai permitir o estudo das interações fundamentais entre elétrons e fótons.
Do ponto de vista dos estudos mais fundamentais, o componente torna-se uma nova ferramenta para estudar fenômenos - como um condutor elétrico que emite luz - que ocorrem em uma escala na qual a mecânica quântica tem precedência sobre a mecânica clássica. Do ponto de vista mais imediato, o LED molecular pode permitir a melhoria dos LEDs maiores, como os usados em aparelhos eletrônicos.
Isto porque o politiofeno, que é uma molécula formada por hidrogênio, carbono e enxofre, é usado para fazer alguns LEDs já comercializados. E já deu para ver que cada molécula individualmente não é muito eficiente, emitindo um único fóton vermelho para cada 100.000 elétrons que atravessam o fio molecular. Se conseguirem otimizar a emissão de fótons de cada molécula, o efeito imediato será a possibilidade de fabricar LEDs comuns ainda mais eficientes.
Texto: do Site Inovação Tecnológica
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