Debate sobre Cidades Inteligentes pauta reunião da Civil.

Publicado em: 9 de dezembro de 2020

Foi realizada na semana passada, em Brasília (DF), a 4ª Reunião Ordinária da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Civil (CCEEC). Coordenada pelo eng. civ. Rogério de Carvalho, os coordenadores presentes, inclusive virtualmente, discutiram a promulgação da Resolução 1121/2019, a Educação a Distância (EaD) e a análise curricular sob a ótica das Novas Diretrizes Curriculares de Engenharia (DCNs).

Do Maranhão, participou o coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Civil, Geologia e Minas do Crea-MA, o eng. civil  Ranyelle Ricardo Santos.

Já o segundo dia, na quarta-feira (02), foi aberto com a palestra: “Como o profissional da Engenharia pode contribuir para Cidades Inteligentes?”, ministrada pela geógrafa Grazielle Carvalho.  Segundo a palestrante, “a Cidade Inteligente é humana, eficiente, sustentável (baseada no tripé: economia, sociedade e meio ambiente) (previsto inclusive no Estatuto da Cidade), que vai para além de um mandato, envolve médio e longo prazo”.

De acordo com Carvalho, as Cidades Inteligentes devem injetar U$ 2,5 trilhões na economia para implementar as inovações. “Acabamos de passar por uma eleição, este é o momento de contribuirmos para as políticas públicas, o que inclui as Cidades Inteligentes. O profissional da engenharia é quem tem de ajudar esses gestores a entender a cidade que eles vão receber em 1º de janeiro e a cidade que querem entregar em 31 de dezembro de 2024. Nós, do Sistema Confea/Crea, temos de atuar como agentes de inovação, pois são 5.570 municípios com, pelo menos, um profissional da engenharia. Precisamos criar uma rede de consultores e gestores inteligentes”, defendeu Grazielle. Confira a apresentação.

Em 2019, o Governo Federal lançou o Programa Nacional de Estratégias para Cidades Inteligentes Sustentáveis, com o objetivo de definir indicadores e metas e impulsionar a transformação dos municípios brasileiros em cidades inteligentes. A consolidação desse novo conceito de gestão pública será coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Mctic), órgão designado pela Presidência da República para organizar e liderar a Câmara Nacional de Cidades Inteligentes, que será responsável por reunir e congregar os interesses dos demais ministérios e setores representativos da sociedade no que tange ao desenvolvimento de Cidades Inteligentes.

Grazielle Carvalho, que já foi conselheira do Crea-MG, é autora do livro “Cenários Futuros para Cidades Inteligentes”, que discute as potencialidades e limitações dos métodos de análise espacial e modelos de simulação de paisagem na construção de Cidades Inteligentes.

FONTE: SITE DO CONFEA.