Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

31 DE JANEIRO: DIA DO ENGENHEIRO AMBIENTAL

Breve histórico da Engenharia Ambiental

O aparecimento de leis ambientais mais rígidas a partir dos anos 70, nos Estados Unidos e na Comunidade Econômica Europeia, fez com que uma nova indústria fosse criada para sanar os impropérios ambientais gerados ao longo de décadas pela indústria, agricultura e municipalidades. A partir dos anos 80, o foco das atenções foi direcionado para a minimização dos passivos ambientais. Dentro deste contexto, surgiu a necessidade de profissionais capacitados a avaliar, diagnosticar e estimar o legado das más práticas de gerenciamento de resíduos e utilização de produtos perigosos que levaram a contaminação do meio físico. Ao passo que as avaliações foram sendo conduzidas e os resultados mostraram-se catastróficos, nasceu a necessidade de remediar o meio físico, posto que recuperá-lo já não era mais possível.

A avaliação, o diagnóstico e a estimativa dos passivos ambientais foram conduzidos por profissionais das mais diversas especialidades, cada qual trabalhando em seu metier e integrando os seus achados em um único produto. Porém, para a etapa seguinte, a remediação, o mercado sentiu a falta de um profissional com uma visão ampla e integrada que fosse capaz de propor e executar ações que visassem a minimizar as concentrações de produtos perigosos no meio físico. Este profissional era difícil de ser recrutado no mercado, dada a profunda necessidade de especialização ocorrida no decorrer nas décadas de 70 e 80, que privou de muitos o caráter generalista e integrador.

Embora a interdisciplinaridade funcionasse a contento neste período, as aplicações eram de certa forma estanques dada à falta de um profissional integrador. A baixa eficiência aliada ao excessivo espaço de tempo, e consequentemente ao seu custo, fez com que a indústria recorresse à academia, em busca de métodos alternativos. Ao se deparar com este novo problema, a academia compreendeu que não bastava a interdisciplinaridade, mas sim de um novo profissional com uma visão ampla e integrada do problema.

Deu-se, então, o início da formação do engenheiro ambiental moderno. Moderno refere-se, primeiramente, à contraposição ao engenheiro sanitarista, com formação mais devotada ao saneamento ambiental e, mais recentemente, às diversas ênfases em meio ambiente que foram criadas nas diferentes modalidades de engenharia. A estruturação da profissão culminou com o seu crescimento no mercado. Segundo a revista “Fortune”, a Engenharia Ambiental foi a profissão que mais cresceu nos Estados Unidos na década de90. Amesma revista sugere que a Engenharia Ambiental continuará a ser uma das profissões mais promissoras do início deste milênio.

Já o surgimento da engenharia ambiental no Brasil se espelhou na prática vigente nos Estados Unidos e na Comunidade Econômica Europeia. O primeiro curso de Engenharia Ambiental surgiu apenas em 1992 na Universidade Federal de Tocantins, ainda muito focado na realidade regional. A modalidade surgiu através da portaria 1.693 do Ministério da Educação, de 5 de dezembro de 1994. Houve um hiato de cerca de 6 anos até que o órgão regulador da categoria, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), em sua resolução 447 de 22 de setembro de 2000, definisse as atribuições do Engenheiro Ambiental, habilitando, assim, os profissionais formados ao exercício da profissão.

O profissional de engenharia ambiental tem sólida base científica e ampla cultura, um caráter empreendedor, capaz de solucionar problemas, inclusive com a criação de novas tecnologias, apto a trabalhar em equipe, atuando sempre de maneira ética e zelando pelo interesse social. Possui uma visão integrada das dimensões ecológicas, sociais, econômicas e tecnológicas, ou seja, uma visão holística da relação entre meio ambiente, desenvolvimento e sociedade, com o intuito de promover um desenvolvimento equilibrado e sustentado, privilegiando a prevenção ou sanando e minimizando os danos ao ambiente.

Nos últimos vinte anos, houve uma disseminação de cursos de Engenharia Ambiental nas mais diversas regiões do país. Atualmente, existe cerca de 250 cursos, o que possibilitou a formação de mais de 12.000 profissionais registrados no Sistema CONFEA/CREA/MÚTUA, os quais contam com o trabalho de uma Associação Nacional e 15 regionais integradas para a defesa e fortalecimento da nossa categoria profissional, com 14 conselheiros e representação na diretoria do nosso Sistema, além de presença nos diversos órgãos ambientais, comitês de bacias e em fortes setores da economia do nosso país.

 

Com informações da Associação Nacional Dos Engenheiros Ambientais

(http://aneam.org.br/noticias/destaque/1350-dia-do-engenheiro-ambiental)

 

Inscrições gratuitas abertas: participe do curso REVIT BIM 2023 – GLP do Crea Qualificando de junho

O Crea Qualificando de junho está repleto de conteúdos que vão enriquecer seus conhecimentos. Desta vez, o curso oferecido de…

Participe da Semana da Acessibilidade do Clube de Engenharia do Maranhão

Participe da Semana da Acessibilidade do Clube de Engenharia do Maranhão! 🗓️ Datas: 25 a 28 de junho de 2024…

Abril Verde 2024: campanha pela Vida e Segurança no Trabalho

O mês de abril é marcado pelo movimento Abril Verde, uma iniciativa que busca promover a conscientização sobre a importância…

Grupo de Trabalho (GT) realiza reunião com Serviço Móvel Pessoal (SMP) do CREA-MA para debates da implantação da tecnologia 5G no Brasil

Após a aprovação da prorrogação do Grupo de Trabalho Serviço Móvel Pessoal (SMP) até outubro deste ano, decidida na 2ª…
Pular para o conteúdo