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Histórias no Crea-MA: primeira carteira de engenheiro, aos 84 anos

Publicado: 26/03/2021 16:25 – Fonte:

O que você imagina que estará fazendo aos 84 anos?

 

Estará aposentado, com a sensação de dever cumprido, sem perspectivas de novos projetos?

 

Pois, mire-se no exemplo do agrônomo baiano Zilto Oliveira.

 

Aos 84 anos de idade, ele recebeu, na última sexta, 5, das mãos do presidente do Crea-MA, eng. civ. Luis Plécio, sua primeira carteira profissional como engenheiro agrônomo. Em 2019, ele formou-se pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e deu entrada no registro no dia 12 de fevereiro deste ano.

 

“Não existe momento certo para realizar sonhos. O que existe é determinação, força de vontade”, justificou Zilto ao dar entrada no pedido da carteira no Crea-MA e ser recebido pelo superintendente, eng. amb. Sérgio Silva. É um grande exemplo para todos nós”, disse o superintendente.

 

Zilto é o mais velho dos cinco irmãos, criados pela mãe que conseguiu educá-los sozinha no interior da Bahia. Começou a trabalhar aos 12 anos, na roça, carregando água. Aos 18, conseguiu o primeiro emprego como ajudante de sapateiro. Tinha que andar três quilômetros de sua casa ao trabalho. Chegava à noite em casa e tinha que continuar trabalhando: precisava pescar para alimentar a família.

Não sabia qual seria seu caminho, sonhava em ser médico ou entrar para a Aeronáutica ou Marinha. Mas ficava no sonho, pois precisava ajudar sua mãe a cuidar dos irmãos.

 

Com a facilidade de conversar com os clientes, conseguiu bolsa de estudos e concluiu o ginásio (hoje Ensino Fundamental) na Escola Técnica. Tempos depois, montou sua oficina de consertos de sapatos, até resolver dar asas pro sonho de ser médico, contra a vontade de sua mãe. Foi para a capital, Salvador, concluir os estudos. Desempregado, passou apertos, e voltou a consertar sapatos, que era o que sabia fazer. “Eu tinha um diferencial, pois sempre fui muito detalhista, e os clientes gostavam disso”, lembra ele.

 

As coisas começaram a mudar quando ele conseguiu seu primeiro emprego de carteira assinada. Com fome de aprendiz, ele conta que se oferecia para atuar em todas as áreas da empresa. Destacou-se e recebeu convite para mudar-se para São Paulo, onde concluiu seus estudos e começou a trabalhar numa construtora e depois numa Fundação de comércio exterior, na área de eletrotécnica. Aprendeu inglês na prática, lendo manuais de peças para TV´s. Ficou por 14 anos. Tenho muita gratidão por este chefe, que foi um irmão mais velho para mim”, emociona-se ao lembrar.

 

Em São Paulo, conheceu Maria Carvalho, com quem está casado há 30 anos. Ela foi receber a carteira com ele.  “Minha companheira de vida”, diz o marido orgulhoso. A família dela é do Maranhão, e, em 1990, decidiram morar em São Luís. Montaram uma empresa de confecção de roupas e Zilto voltou a estudar.

 

Concluiu o Ensino Médio, entrou no cursinho e fez vestibular para Medicina na Universidade Federal do Maranhão. Não foi aprovado. Continuou a estudar e tentou o segundo curso pelo qual tinha admiração – Agronomia. “Existem semelhanças entre o médico e o agrônomo. Com a diferença que o paciente pode falar quando sente dor, enquanto a planta só apresenta os sintomas, e, para entendê-los, é preciso estudar muito”.

 

Eis que, em 2010, aos 73 anos de idade, Zilto realizou o sonho de ver seu nome como aprovado pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) para o curso de Agronomia. E em 2019, recebeu seu diploma. A mãe faleceu antes de ver o filho formado, mas ele diz que tem a certeza de que “ela está feliz por ver aonde ele chegou”. Os demais irmãos continuam na Bahia.

 

Ao receber sua carteira e tirar foto com o presidente Luis Plécio, ele dirigiu-se à esposa e disse: “Ela faz parte desta história”. E tem definido seu plano para o futuro: “Vou aplicar o que aprendi no curso para ajudar pessoas humildes a cultivarem sua plantação”. Outro projeto dele é lançar seu primeiro livro de poesias e contos sobre a natureza, intitulado Prelúdio de um pensador. “Quero lançar no Instituto Ayrton Senna, em São Paulo”, almeja.

O Crea-MA agradece por fazer parte desta história de vida que ainda terá muitos capítulos.

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