CREA-MA PARTICIPA DE REUNIÃO COM CAEMA E EMPRESÁRIOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL


O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão, representado pelo seu presidente, o engenheiro mecânico Alcino Araújo Nascimento Filho, esteve presente a um reunião na manhã da última terça-feira (31), na sede da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão – Caema.
A reunião com a direção geral do órgão foi motivada pela apreensão dos empresários da construção civil do estado do Maranhão com as ameaças de suspensão de suas atividades por conta da não expedição das certidões para instalação de obras. Os empresários, representando boa parte das construtoras locais, foram levados a essa reunião pelos presidentes da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Giovanni Bohana, e do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), João Alberto Motta Filho. Também estiveram presentes todo o corpo diretivo da Caema, além do presidente João Reis Moreira Lima.
João Moreira Lima disse compreender a situação, porém preferiu agendar um encontro com o secretário de saúde do estado, Ricardo Murad, devido ao amplo programa de investimentos para captação de esgotos e fornecimento de água, que vai solucionar em grande parte os problemas ora verificados em São Luís e em toda a reunião metropolitana.
Giovanni Bohana e Motta Filho lembraram que sem as obras da construção civil, diversos outros setores entrarão em colapso, pois dela dependem, diretamente, os fornecedores de material de construção, de equipamentos, máquinas, bem como outros indiretos: alimentos, vestuário, lazer etc. Ainda segundo Bohama, não está havendo nenhum confronto, mas uma busca de solução, ou seja, os incorporadores e construtores querem unir esforços com a Caema para que seja encontra uma saída para este problema. Segundo ele, diversos projetos dependem dessas certidões para serem iniciados, o que só pode ser feito com licença ambiental e esta é dada somente com aval da empresa de água e esgoto.
Já Alcino Araujo colocou o Crea-MA à disposição para a resolução do problema: “Temos recebido inúmeras ligações de profissionais preocupados com essa situação e por isso da participação aqui hoje e do nosso posicionamento para contribuir para uma solução” – finalizou.
Uma nova reunião, também com a presença do secretário de Saúde, Ricardo Murad, ao qual está subordinada a Caema, está marcada para a próxima quinta-feira (2) às 10h, no Hotel Luzeiros.

EM: 31/07/2012
POR RACHID SAUAIA
CREA-MA

CREA-MA VISTORIA ESTÁDIO CASTELÃO


O Estádio Governador João Castelo (Castelão) foi vistoriado na manhã dessa quinta-feira (02) de agosto, pelo Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel), Ministério Público e o Conselho de Engenharia e Agronomia do Maranhão. O propósito da visita foi averiguar o andamento das intervenções que vem sendo realizadas.
Em nome do Crea-MA, estiveram presentes o Gerente da Fiscalização José Álvaro Costa, o Engenheiro Civil e membro da Assessoria Técnica do Conselho, Antônio José Xavier e o agente de fiscalização Marcelo Camilo. Por parte do Crea-MA a fiscalização dividiu-se em dois momentos: o primeiro utilizando a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) e o segundo, a exigência das Anotações de Responsabilidade Técnica, principalmente as de execução, as do Programa de Prevenção Ambiental (PPRA) e do Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho (PCMAT), denominada Fiscalização Reguladora Normativa. O corpo de bombeiros levantou em discussão sobre os assentamentos de cadeiras, se as que já estavam instaladas no estádio estariam enquadradas dentro da norma da ABNT.
Ficou acertado que os três órgãos presentes estudariam a norma que ampara sobre os assentamentos de cadeiras em estádio de futebol e constatariam se os assentamentos estão realmente de acordo com as normas.
Representantes da obra do estádio Castelão frisaram que estava sendo feita a reposição de equipamentos, que não tinha sido feita alteração na estrutura do estádio, pois toda condição que existia foi melhorada. E que foi seguido o estatuto do torcedor para melhoria do estádio.
Segundo o parecer técnico do engenheiro do conselho, muito embora não tenhamos conhecimentos dos cronogramas físicos e financeiros pertinentes aos trabalhos desenvolvidos, somos de parecer que os trabalhos técnicos se desenvolveram de maneira satisfatória, de acordo com o projetado. Assim é que, a recuperação estrutural do conjunto eliminando-se ferragens expostas e recompondo-se as sessões transversais das peças estruturais, mediante a aplicação de concreto projetado, argamassas poliméricas, etc. “Reconstituindo-se junto às juntas de dilatação deterioradas, refazendo as instalações elétricas e hidrosanitarios e as de Combate a Incêndio em andamento, além de outros trabalhos correlatos, como por exemplo, colocação de assentos, recuperação do gramado, isso veio colocar o estádio Castelão com as condições requeridas para a prática do esporte”, relatou o engº Antônio Xavier.
Como sugestão final, recomendamos que doravante os gestores da secretaria de esporte e lazer, ponham em prática a NBR 5674/99-Manutenção de Edificações da ABNT. Enquadrando assim, a praça de esporte em um programa de manutenção preventiva, diminuindo custos com a manutenção, finalizou o engenheiro Antônio Xavier.

EM:02/08/2012
POR: SULEIMA NEVES
CREA-MA

CREA-MA PARTICIPA DE NOVA REUNIÃO COM EMPRESÁRIOS, CAEMA E SECRETARIA DE SAÚDE

Na última quinta-feira (02) no hotel Luzeiros, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão participou de reunião em conjunto com empresários da construção civil, Caema e Secretaria de Saúde do Estado. A motivação do encontro é a apreensão dos empresários com as ameaças de suspensão de suas atividades por conta da não expedição das certidões de viabilidade técnica para instalação de obras. A reunião é a continuação das conversações que se iniciaram no último dia 31 de agosto, na sede da Caema.
O Secretário Estadual de Saúde, Ricardo Murad lamentou a situação crítica em que se encontra a Caema, por causa de falta de investimento nas gestões anteriores. Daqui a três anos, ele prevê que esteja havendo uma coleta de 60% do esgoto da cidade e o fornecimento de água seja melhorado em todos os bairros com as obras do Italuís e do Sistema Paciência. Para melhorar os serviços da Caema, estão sendo investidos R$ 50 milhões, recursos conveniados com o governo federal.
Para o presidente da Ademi, Giovanni Bohana, o anúncio do secretário tranquiliza o setor, pois começam a ser encontrada alternativa para se evitar uma crise. Algumas empresas, sem condições de fazer novos investimentos, ameaçam demitir em massa, mas isto será evitado com as medidas preventivas.
Como saldo final ficou acertado que a Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) fará um mapeamento dos principais empreendimentos imobiliários já lançados no mercado e os em construção, bem como os que ainda serão lançados. Uma nova reunião para apresentação desse material já foi marcada para a próxima quinta-feira (9).
O presidente do Crea-MA Alcino Araújo Nascimento Filho colocou a entidade à disposição dos construtores, da Caema e da Secretaria de Saúde para a solução do impasse: “O Crea se preocupa com esta situação, pois caso tais empreendimentos imobiliários venham a ter problemas com a falta de viabilidade técnica, documento expedido pela Caema, resultará em um efeito negativo à engenharia do nosso estado”- afirmou.

EM: 03/08/2012
POR: RACHID SAUAIA
CREA-MA

CREA-MA PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA APRESENTAÇÃO DO PROJETO PLANO DE MOBILIDADE E ACESSIBILIDADE URBANA DA AREA CENTRAL DE SÃO LUIS

Foi realizada na tarde de ontem (06) no recém- inaugurado Cine Teatro Municipal de São Luís audiência pública para apresentação do projeto plano de mobilidade e acessibilidade urbana da área central de São Luís. Na ocasião apresentado o plano a diversos órgãos presentes na audiência. Compondo-se a mesa fizeram-se presente o O secretário-adjunto municipal de Trânsito e Transportes, José Arthur Cabral Marques, a Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Kátia Bogea. O Conselho de Engenharia e Agronomia do Maranhão, representado pelo superintendente Jorge Feres esteve presente ao evento.
O secretário adjunto de transportes falou da importância de reestruturar o sistema de mobilização de São Luís, uma vez que cidade foi construída em uma realidade totalmente diferente da qual vivemos atualmente. “Na construção da grande São Luís, não se tinha automóveis, ela foi criada sem perspectiva dos veículos, por isso as ruas estreitas do centro” – relatou.
José Arthur destacou ainda que o Novo Corredor de Transporte Urbano de São Luís (Etapa 1) será uma via expressa de ligação dos bairros mais populosos até a área central da cidade. O traçado inicia-se na Avenida Ferreira Gullar (se interligando com a Ponte do São Francisco), cruza a Avenida Carlos Cunha e segue até a Cohab, margeando o Rio Anil, num total de 12,37 km de vias sem cruzamentos de nível. Orçado em R$ 430 milhões, o projeto contempla uma extensa malha viária para o transporte urbano de massa com ciclovias e estações de embarque e desembarque, abrangendo uma extensão total de 20 quilômetros de vias.
O superintendente do Crea-MA parabenizou a iniciativa de todos os presentes com o comprometimento para levar o projeto à frente. “É importante ter órgãos competentes que se preocupem com a parte estrutural de São Luís, facilitando a mobilização e acessibilidade daqueles que precisam adentrar ao centro da cidade”, finalizou Jorge Feres. O superintendente relatou que o conselho tem interesse sempre de participar e poder contribuir com essas reuniões, já que é papel do CREA-MA assegurar e amparar os profissionais e a sociedade.

EM: 07/08/2012
POR: SULEIMA NEVES
CREA-MA

INDÚSTRIA NAVAL BRASILEIRA EM EXPANSÃO

A capacidade industrial brasileira no segmento naval tem sido ampliada nos últimos anos especialmente em função das descobertas de reservas de petróleo e gás em alto-mar. Segundo dados do Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2012, publicado no fim de julho pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), as reservas de óleo tiveram aumento de 5,6%, chegando a 15 bilhões de barris, de 2010 para o ano passado. Com isso, o Brasil subiu da 15ª para a 14ª posição mundial. No mesmo período, as reservas de gás natural cresceram 8,6%, para 459,4 bilhões de m³, elevando o país à 31ª colocação no ranking.
Esse cenário crescente de exploração de águas profundas impulsiona a construção de plataformas de petróleo, navios, embarcações de apoio e equipamentos, o que demanda mão de obra especializada. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), o número de postos de trabalho no segmento de estaleiros mais que triplicou nos últimos seis anos e atualmente o setor emprega 62 mil profissionais, sendo 5% engenheiros navais, mecânicos, elétricos, de produção e de segurança. Apenas o estado do Rio de Janeiro gera aproximadamente 30 mil empregos, ficando o Amazonas em segundo lugar, com 13 mil postos. Nas estimativas do Sinaval, outras 21,5 mil vagas para engenheiros, técnicos e operários serão abertas até 2015 com a implantação de dez novos estaleiros no Brasil.
Os números mostram, portanto, que a desaceleração da economia ainda não atingiu o mercado de construção naval local. E essa vantagem se deve à garantia de recursos de financiamento tornando possível o andamento de 385 obras – entre navios-sonda e petroleiros, além de plataformas de produção – que irão atender encomendas do segmento offshore. Desse total, 236 construções estão sendo desenvolvidas na região Sudeste, 64 no Sul do país, 48 no Nordeste e 37 no Norte, segundo dados do Sinaval.

Mercado de trabalho
Como se vê, o mercado é promissor para engenheiros navais, especialistas responsáveis por projetar, supervisionar, inspecionar, planejar e gerir operações. De acordo com o diretor do Centro de Engenharia Naval e Oceânica (CNaval) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Carlos Padovezi, o profissional que atua nesse segmento busca especializações na área de hidrodinâmica (estudo de formas e linhas de cascos, movimentos e esforços em ondas, resistências e potências), estruturas (projeto estrutural de cascos de navios e plataformas marítimas), máquinas (sistemas instalados em navios e plataformas) e transporte (logística e custos).
Além de projetos em estaleiros, o desenvolvimento de pesquisas científicas navais é outro campo de trabalho para o engenheiro. No CNaval, são realizados estudos teóricos e experimentais com foco em soluções tecnológicas para propulsão, cascos, manobras e comportamento em ondas.
Há perspectivas de emprego também no setor de transporte fluvial de mercadorias considerando principalmente a tendência de investimento em alternativas mais econômicas e ambientalmente responsáveis do que a logística rodoviária. Na Universidade Federal do Pará, por exemplo, pesquisas em hidrovias ganham destaque nas atividades acadêmicas.
Porém, o mercado que chama mais atenção dos recém-formados é o de exploração de petróleo e gás em alto mar, onde a maior empresa do país, a Petrobras, emprega 257 engenheiros navais nas atividades de planejamento e fiscalização de projetos e obras, serviços de manutenção e operação em navios, embarcações de apoio marítimo e portuário e outras estruturas flutuantes, bem como no planejamento e execução da logística e comercialização de serviços de transporte de petróleo, derivados, gás natural e outros fluidos.

Interação profissional
Engenheiros do setor de tecnologia naval não trabalham sozinhos, mas em conjunto com técnicos e tecnólogos de diversas áreas, como construção e estruturas navais. Há integração ainda com profissionais da geologia e geografia, como explica o doutor em engenharia naval e oceânica Carlos Padovezi: “A interação com geógrafos e geólogos tem se dado principalmente nas atividades relacionadas com exploração de petróleo e gás no mar. Os engenheiros navais contribuem com as soluções para aumento da segurança e otimização da exploração de campos de petróleo no mar, determinados em trabalhos que envolvem geólogos e geógrafos”.

Números
De acordo com estatísticas do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), hoje estão inscritos na instituição aproximadamente 3,1 mil engenheiros navais, técnicos em estrutura e máquinas, além de tecnólogos em construção naval. Geógrafos, geólogos e técnicos em geologia somam 15,2 mil.

Onde se qualificar
No Brasil, as seguintes instituições públicas oferecem cursos de graduação e especialização em engenharia naval: Universidade de São Paulo (USP), as federais do Rio de Janeiro (UFRJ), Pará (UFPA), Rio Grande (FURG/RS) e de Pernambuco (UFPE), além da Estadual da Zona Oeste (UEZO/RJ) e a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec/RJ). Já o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) dispõe de curso técnico naval.

EM:08/08/2012
POR: JULIANNA CURADO
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DO CONFEA