ENGENHARIA QUÍMICA DE CADA DIA

20 DE SETEMBRO É O DIA DO ENGENHEIRO QUÍMICO

Eles trabalham diariamente em processos de transformação físico-química de substâncias que são utilizadas nas indústrias. Modificam, por exemplo, matérias-primas em alimento, combustível, perfume e remédio. São os engenheiros químicos – que neste 20 de setembro celebram uma data especial – os profissionais dedicados a fazer de fórmulas matemáticas soluções práticas que estão presentes no dia a dia das pessoas.
No Brasil, a profissão de engenheiro químico está associada ao desenvolvimento econômico desde a crescente industrialização, que teve início em 1950, e ganhou força nos anos 70, durante o “milagre econômico”. Atualmente, com o avanço tecnológico do Brasil, a procura por esse profissional aumentou, como explica o coordenador do curso de Engenharia Química da Universidade de Brasília, Fabrício Machado. “O engenheiro químico é muito requisitado pela indústria brasileira e existe uma necessidade enorme de profissionais que tenham o perfil para atuar em processos químicos no país inteiro, mesmo em regiões que não tenham parques tecnológicos fortes.” Com a demanda acentuada, o número de faculdades também aumentou. Segundo o coordenador, apenas nos últimos cinco anos a quantidade de cursos de Engenharia Química no Brasil saltou de 57 para 115.
No mercado de trabalho, os engenheiros químicos têm encontrado boas oportunidades de emprego especialmente no setor de petroquímica, com estudos e projetos voltados para exploração de petróleo. Mas o investimento crescente em sustentabilidade ambiental tem estimulado outros segmentos industriais, como os de pesquisa de biocombustíveis, que funcionam como alternativa para a escassez do petróleo. A busca pelo bem-estar e a qualidade de vida também impulsionam a criação de produtos com matéria-prima sustentável, como acontece na indústria de cosméticos e perfumaria.

Em: 20.09.2012
Julianna Curado
Equipe de Comunicação do Confea
Com informações da Agência do Rádio Brasileiro

FINALIZADAS AS ATIVIDADES DO V COLÉGIO DE PRESIDENTES DO SISTEMA

O último dia (15.09) de atividades da V Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea/Mútua, realizado no Hotel Brisamar, contou com a palestra técnica do Secretário Municipal de Infraestrutura de São Luís, Marcos Aurélio Freitas, que teve como enfoque principal a questão da mobilidade urbana em São Luís. Durante cerca de meia hora, foram apresentados os principais empreendimentos relativos à infraestrutura que vem sendo realizados na capital.

“Tentamos, com esse olhar mais criterioso, o que a engenharia em termos de planejamento, pode contribuir para que a cidade possa ser resgatada de forma gradativa.” – afirmou Marcos Aurélio. Ainda segundo o secretário foram mapeadas na capital 144 km de vias, com pouco mais 118 que já sofreram intervenção.

Além do trabalho de recuperação relativa à mobilidade, a questão da iluminação pública foi alvo de considerações: dos anteriores 78 mil pontos do parque de iluminação pública pros atuais 90 mil pontos.

Encerramento: Coube ao presidente anfitrião da V Reunião Ordinária do CP, presidente do Crea-MA, Alcino Araújo Nascimento Filho, encerrar as atividades da reunião, no final da manhã da manhã do último sábado (15).

Em suas considerações elevou a sua equipe de trabalho: “Toda a organização que vocês puderam perceber dependeu de uma equipe de trabalho, que não somente atuou no Colégio de Presidentes, mas também na realização do Colégio de Entidades Nacionais” – afirmou Alcino, ao destacar ainda a participação da diretoria do Crea-MA, Conselheiros Estaduais, membros de entidades de classe e instituições de ensino e Inspetores.

PROJETO DA GESPÚBLICA É APRESENTADO NO SEGUNDO DIA DO COLÉGIO DE PRESIDENTES

Com as atividades iniciadas, o segundo dia da 5ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea e Mútua, realizada no Hotel Brisamar em São Luís, contou com a apresentação do Case GesPública (Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização) nível III, ministrada pelo Presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro e o Engenheiro Eletricista Luis Carlos Dias Garcia, consultor da GesPública. O projeto, em linhas gerais, visa ações que em busca da excelência da gestão.
Na oportunidade, o presidente Agostinho explicou a participação do Crea-RJ no projeto, ao afirmar que regional elabora e envia ao GesPública seu relatório de gestão-ciclo 2011, em julho de 2012. A pontuação recebida pelo GesPública foi de 231,3 pontos, alcançando o nível III.
Já Luis Carlos Garcia elevou a importância da GesPública no planejamento estratégico e acompanhamento da execução, além da montagem dos planos de ação. “O Crea-RJ já está se habituando para que ano que vem atinja 500 pontos, já que esse ano chegamos a 231,3”, relatou. “Estamos à disposição para qualquer Crea para contribuir com a implantação e funcionamento da GesPública” – complementou Agostinho Guerreiro. Outros assuntos pautados, desta vez na parte da tarde, foram referentes ao PRODESU, projeto de desenvolvimento sustentável que visa angariar e gerenciar recursos orçamentários e financeiros para programas voltados à implementação de políticas de sustentabilidade do Sistema Confea/Crea e Mútua. O coordenador do Colégio de Entidades Nacionais Ricardo Nascimento, esclareceu que o CDEN deve ser mais divulgado durante as reuniões do Colégio de Presidentes. Quando o assunto foi ART, foram discutidos os valores das Anotações de Responsabilidade Técnica, com a presença do Conselheiro Federal Dixon Gomes Afonso e de Paulo Prado, analista da Gerência do Conhecimento Institucional do Confea. Foi apresentado um comparativo de 2012 para 2013, com previsão dos valores existentes da receita dos Creas.
A tarde de discussões e debates foi finalizada com a palestra de Ricardo Nascimento, responsável pelo Sistema de Informação da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Ricardo apresentou um projeto para modernização do sistema informatizado do CREA-MA. “Pretende-se, no entanto, mover o grande volume de inclusão de dados para fora das dependências do CREA, liberando estações de atendimento para casos fora do padrão. Esse procedimento racionaliza o processo através da oferta de um portal de serviços aos profissionais e leigos”, disse Ricardo.
O segundo dia da 5ª Reunião Ordinária de Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea foi finalizado com uma visita técnica nas obras em execução do projeto PAC RIO ANIL.

Por: Rachid Sauáia, Suleima Neves e Maria Rita Machado
Assessoria de Comunicação Crea-MA

REUNIÃO DO COLÉGIO DE PRESIDENTES COMEÇA EM SÃO LUÍS

A palestra do secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado do Maranhão, engenheiro civil e ex-deputado federal Pedro Fernandes Ribeiro (PTB-MA), marcou abertura da 5ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea e Mútua,  na manhã desta quinta-feira (13/9).

Secretário desde janeiro de 2011, Pedro Fernandes discorreu sobre o projeto PAC do Rio Anil, desenvolvido em parceria entre o Estado do Maranhão, a Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades e que poderá atender a 150 mil pessoas. A mesa foi composta pelo presidente do Crea-MA, eng. mec. Alcino Nascimento Filho, presidente do Confea, eng. civil  José Tadeu da Silva; coordenador do Cden, Ricardo Nascimento; coordenador do Colégio de Presidentes, Antônio Carlos Albério e diretor-presidente da Mútua, Cláudio Calheiros.

Segundo o secretário, a obra viária tem o maior peso dos investimentos, com 50% dos encargos assumidos pelo Estado do Maranhão. “É uma obra que atravessa áreas sobre mangue, a 33 metros de altura, sendo a segunda obra de intervenção social do Brasil, depois do Morro do Alemão”. Afirmando que esta é uma obra “desafiante”, não pela engenharia, mas sim pela questão social que a envolve, Ribeiro reconheceu falhas logísticas, mas afirmou que já há mais de 900 metros de elevados e pontes, e que o projeto tem previsão de encerramento para dezembro deste ano.

“Temos procurado terrenos fora desta área para complementar o número de habitações previstas, e já estamos lançando o Residencial Piranhenga em que já foram entregues mais de 500 apartamentos, e até janeiro estaremos com todo o montante de apartamentos iniciados em uma área próxima. A obra viária gera um impacto positivo na área ecológica. Onde concluímos, a questão da pesca e do bioma está sendo bastante revigorada no mangue. Além disso, vai ligar as avenidas dos franceses e Beira Mar. Mas o grande projeto é essa intervenção neste assentamento precário com uma série de demandas justas para esta comunidade”, apontou, convocando a contribuição dos profissionais da engenharia a dar “um basta à corrupção” para desenvolver obras deste porte. Respondendo ao Colégio de Presidentes, ressaltou detalhes como o esgotamento sanitário, um dos “grandes problemas” do projeto. A reunião do Colégio de Presidentes acontece até o próximo sábado, 15 de setembro.


Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea

Foto: Rachid Sauaia

CDEN PROPÕE CRIAÇÃO DO COLÉGIO DE ENTIDADES NACIONAIS

Criação do Colégio de Entidades Regionais, alteração do regimento interno do Cden, alteração de resoluções. Essa série de propostas foi discutida e aprovada pelo Colégio de Entidades Nacionais do Sistema Confea/Crea e Mútua, durante a 2ª Reunião Extraordinária do Cden, concluída ontem (12/9), em São Luís. Todas elas serão encaminhadas ao plenário do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

Uma das principais propostas apresentadas durante a reunião, que transcorreu entre 10 e 12 de setembro, foi a de criação do Colégio de Entidades Regionais, dando conta do crescente número de entidades criadas pelos Creas. O coordenador do Cden, Ricardo Nascimento, discorreu sobre a importância do apoio do Colégio de Entidades Nacionais à criação do Colégio de Entidades Regionais. Também está pautada uma apresentação sobre a fundação do Colégio de Entidades Regionais, que se consolidou em São Paulo e teve no Paraná o exemplo mais recente, durante o Colégio de Presidentes, que começa hoje, também em São Luís. “Em alguns estados eles funcionam com nomenclaturas diversas, temos que padronizar os Cders”, expôs.

Outro tema tratado pelo Cden foi o recredenciamento das entidades desse Colégio. “Uma comissão vai elaborar uma proposta de minuta para alterar a Resolução 1011, que fixa os critérios para credenciamento e recredenciamento das entidades nacionais do Confea. A resolução fixa o prazo de três em três anos para o recredenciamento de todas as entidades do Sistema, o próximo em 2014. Entendemos que essa resolução de 2005 precisa ser alterada em alguns pontos. Ela tem uma representação regional, mas uma federação de entidades tem, assim, sua representatividade comprometida, porque em algumas regiões não há categorias. Nós entendemos que elas tenham representatividade nacional, mas não podemos colocar empecilhos às entidades que estão fora ou que podem vir a sair”, disse Nascimento, apontando que, apesar das ressalvas, é favorável a um “recredenciamento rigoroso”.

Burocracia
Também houve, durante a Reunião, um debate sobre as Resoluções 1032 (convênios entre Creas e entidades de classe e instituições de ensino) e 1038 (que a altera). “A burocracia e a falta de critérios definidos prejudicam em muito as entidades na sua prestação de contas, de forma a impossibilitar o repasse de recursos. Os presidentes de entidades também têm mostrado dificuldades para fazer o repasse com segurança, sem serem questionados”. Outro ponto importante tratado pelo Cden foi o que se refere à alteração do seu regimento, cuja sugestão de atualização já foi definida, por meio do processo 1948/2009, e deve ser viabilizada, por aprovação do plenário, o mais rápido possível, segundo o presidente da entidade. “Ele viabiliza os quatro comitês do Cden, que ainda atuam informalmente”.

Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea

CREA-MA SEDIARÁ COLÉGIO DE PRESIDENTES

O Crea-MA realizará um dos importantes eventos do país na área tecnológica, fazendo parte das comemorações dos 400 anos da cidade de São Luís e dos 39 anos do Crea-MA (08 de setembro), 5ª reunião Ordinária do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea/Mútua, entre os dias 13 e 15 a setembro.
A abetura oficial do evento será hoje, às 8:30 da manhã e terá a presença do Presidente e anfitrião do encontro, Presidente do Crea-MA, Alcino Araújo Nascimento Filho, dos Presidentes dos Creas de todo o Brasil, do Presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, José Tadeu da Silva, Conselheiros Regionais, Federais, representantes de entidades de classe e de instituições de ensino, profissionais da engenharia, agronomia, técnicos, tecnólogos, além de demais autoridades e a sociedade em geral.

Colégio de Presidentes – O Colégio de Presidentes é um fórum consultivo do Sistema Confea/Crea e Mútua, composto pelo presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), pelos presidentes dos Conselhos Regionais e pelo presidente da Mútua.
Seu objetivo é buscar a unidade de ação no que se refere ao funcionamento do Sistema e à uniformização de procedimentos, visando à maximização da eficiência e da eficácia.
Uma das competências do Colégio de Presidentes é se manifestar acerca de consultas encaminhadas pelo Confea, por meio de propostas dirigidas aos Creas.
Periodicamente, o colegiado se reúne para tratar de temas relacionados à área tecnológica e assuntos institucionais e políticos de abrangência do Sistema.

POR RACHID SAUAIA
CREA-MA
COM INFORMAÇÕES DO SITE DO CONFEA (www.confea.org.br)

 

REPRESENTANTES DE ENTIDADES DEBATEM ANDAMENTO DA SOEA

Representantes e presidentes das entidades, presentes à 2ª Reunião Extraordinária do Cden, que se encerrou na manhã desta quarta-feira (12/9), em São Luís, debateram com o Secretário da 69ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea) sobre o andamento da organização do evento, que acontece entre 19 e 23 de novembro, em Brasília. Dados sobre o orçamento de infraestrutura e ainda sobre a necessidade de as entidades se manifestarem sobre as legislações a elas pertinentes foram apresentados.

Renato Costa comentou que o custo da infraestrutura do evento em Florianópolis, no ano passado, ficou em torno de R$ 3 milhões e 300 mil. “Chegamos a um patamar de R$ 4milhões e 400 mil, apenas como orçamento, que será o nosso limite, mas lógico que onde podermos estar economizando a verba pública, faremos o maior esforço possível”, ressaltou. “O maior custo é da empresa organizadora”, acrescentou Renato. Entre outros pontos, ele também enalteceu o trabalho desenvolvido pela Gerência de Comunicação do Confea, como o que pode ser visto no site www.soea.org.br.

Questionamentos das entidades: Representante da Federação Nacional dos Técnicos Industriais  (Fentec), ao lado de João Batista Sousa, José Álvaro Costa questionou “um fato que tem se repetido várias vezes, durante o evento”, em que as entidades inscritas não recebem o material. “É inadmissível”, frisou. Membro da comissão organizadora da Soea e representante da Sociedade Brasileira de Engenharia Florestal (Sbef), Glauber Pinheiro considerou desconhecer esse tipo de problema, enquanto Renato Costa manifestou que o constatou, durante a Soea de Cuiabá, em 2010. “Em Cuiabá, faltou material. Verifiquei que isso aconteceu por inscrições em cima da hora. Vamos limitar o número de inscrições e assumimos  o compromisso de tentar evitar que isso aconteça novamente”.

Já a representante da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Odinéia Ribeiro, questionou o andamento das discussões sobre a Lei 4.950-A (sobre salário mínimo profissional), solicitando uma maior participação das entidades em seu debate. “Foi enviado, semana passada, um formulário para que as entidades se manifestem sobre essa sistematização da legislação com interesse direto para o sistema, e o que é necessário mudar. Essa sistematização foi desenvolvida por um grupo de trabalho do Confea. Solicitamos que as entidades e lideranças façam suas sugestões, inclusive de palestrantes para possíveis participações nos debates”. Renato informou ainda que a orientação da presidência do Confea vem no sentido de manter as definições já adotadas nas Soeas anteriores. “O presidente Tadeu solicitou também que todas as palestras sejam em torno do tema da Semana”. No dia 24 deste mês, haverá a próxima reunião da Comissão Organizadora da Soea, no Confea.

Henrique Nunes

Equipe de Comunicação do Confea

LEGISLAÇÃO DO SISTEMA DEBATIDA PELO CDEN

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A abertura da 2ª Reunião Extraordinária do Colégio de Entidades Nacionais do Sistema Confea/Crea, na última segunda-feira (10/9), foi marcada pelo pronunciamento do presidente do Colégio de Entidades Nacionais, Ricardo Nascimento, sobre a importância de discutir mudanças da legislação do Sistema, a partir das entidades. Recepcionados pelo presidente do Crea-MA, eng. mecânico Alcino Araújo Nascimento Filho, os presidentes e representantes das entidades, o conselheiro federal José Cícero da Rocha, representando o presidente do Confea, e o também conselheiro federal, pelo Maranhão, e coordenador da Comissão de Articulação Institucional do Sistema (Cais),  Cleudson Campos de Anchieta, ouviram o depoimento do presidente do Cden sobre as perspectivas de discussão, pelo Colégio, das mudanças da legislação do Sistema Confea/Crea e Mútua, tema da próxima Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia. O primeiro dia também foi marcado por uma palestra magna do presidente do Sindicato dos Técnicos do Estado do Maranhão, João Batista Sousa, sobre os 400 anos da cidade de São Luís.
Ricardo Nascimento destacou propostas de alteração de leis como a 6.496 (Mútua) e a 5.960 (salário mínimo profissional) e, sobretudo, da Lei nº 5.194. Ele considera que, com a saída dos arquitetos do Sistema, não basta apenas tirar o termo Arquitetura da legislação. “Primeiro, porque também acontece uma alteração significativa do plenário do Confea. Um debate se faz necessário”. Para o presidente do Cden, a alteração desta lei deve ser mais completa, embora as entidades, os Creas e as coordenadorias “não possuam ainda um consenso sobre os pontos que deverão ser alterados na legislação”.
Na sua avaliação, esse debate deve vir das bases, das entidades. “Assim, poderemos formatar uma minuta de projeto de lei que atenda aos anseios de todas as entidades. De posse desta minuta, vamos afunilando o debate”. Para Nascimento, uma alteração que parta somente de uma categoria profissional gera o risco de as outras categorias que se sentirem prejudicadas inviabilizarem o projeto. “No seu art. 1, a Lei 5.194 tem que ser citar todas as modalidades que compõem o Sistema, e não apenas os engenheiros e agrônomos. E o principal que queremos com a reunião extraordinária é a definição de diretrizes, de propostas para a alteração dessa lei, como o resgate de informações dos Congressos Nacionais de Profissionais anteriores e outras mais recentes”.

Participação: Criado por uma resolução do plenário do Confea, em 1983, o Cden já possuía nesta época uma comissão diretora que discutiu toda a Lei 5.194, segundo Ricardo Nascimento. “O Cden é o guardião da ética e do debate sobre a legislação, esse é o nosso papel como órgão consultivo. Não podemos abrir mão disso”. Ricardo acredita ser necessário que as propostas que venham a fazer parte do debate sobre a legislação, inclusive na Soea, precisam ser discutidas nos regionais. “Elas precisam fazer o caminho inverso. Não podemos acreditar em uma proposta que venha de cima para baixo, ela tem que vir das bases. O tempo para isso dependerá do investimento financeiro que será feito, por meio de congressos nacionais, regionais e estaduais, específicos para isso. Isso depois da 69ª Soea, mesmo que antes levemos algumas diretrizes até ela. A Semana dificilmente conseguirá reunir propostas consensuais que alterem a Lei 5.194 com toda esta abrangência. Ela deve ser mais uma etapa deste processo, não a última. Uma etapa que vai melhorar a formatação das principais diretrizes apontadas pelas categorias”.

Lançamento: Neste sentido de incentivar a participação das entidades foi lançado, também na abertura, o livro de memórias da Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança: “A Fundação da Sobes e a Regulamentação da Engenharia da Segurança no Brasil – V. 1” , dentro do projeto Memória das Entidades. “Estamos solicitando a reedição da verba para que as outras 24 e as sete precursoras produzam também seus livros, com o valor atualizado de R$ 65 mil. Esta foi apenas a primeira”, comentou Ricardo Nascimento. “A gente fez um resgate dos ambientes das relações de trabalho, desde a ‘pré-história’ até a formulação da Lei 7.410/85, que regulamentou a profissão de engenheiro de segurança do trabalho, e a incluiu no Sistema Confea/Crea. É importante que este projeto seja mantido, inclusive pretendemos fazer um segundo volume, mostrando a criação das entidades regionais e a criação das Câmaras Especializadas de Engenharia de Segurança do Trabalho”, afirmou a presidente da Sobes, Marlise de Matosinhos Vasconcellos.

TÉCNICOS TÊXTEIS COMEMORAM DIA ESPECIAL – 12 DE SETEMBRO

Fios e tecidos estão no dia a dia dos profissionais que hoje celebram o Dia do Técnico Têxtil. Eles têm a habilidade de atuar desde a fase de aquisição da matéria-prima até o processo de controle de qualidade da produção têxtil. Também trabalham na etapa de fiação e no beneficiamento, controlando operações de elaboração de misturas, tingimento, impermeabilização ou estampas. Sob a supervisão de engenheiros, os técnicos têxteis ocupam cargos em estamparias e tinturarias e no fornecimento de artigos químicos para os setores têxtil e de confecções, participando das etapas da cadeia produtiva, como fiação, tecelagem, acabamento, malharia e confecção.

No mercado brasileiro, a procura por técnicos têxteis tem sido grande. “As indústrias buscam profissionais qualificados, inovadores e com alto desenvolvimento”, comenta o coordenador da Escola Senai Francisco Matarazzo em São Paulo, técnico têxtil Paulo Sérgio Salvi. Mas para ingressar no mercado ou até mesmo se firmar profissionalmente, esse trabalhador deve estar atento às demandas da indústria. “O técnico precisa ter muita iniciativa, criatividade para inovar e para fugir do comum e, acima de tudo, precisa ter espírito constante de pesquisa”, recomenda.

Buscar especialização com foco nas tendências do mercado consumidor também é fundamental para quem quer despontar na carreira. “Tem que se especializar em tecnologias, como estamparia digital e fios inteligentes, que hoje estão em alta. É importante conhecer processos limpos capazes de reduzir o uso de água na produção ou que utilizam corantes naturais. Existe um nicho de mercado que demanda esses produtos ecologicamente corretos”, afirma Paulo Sérgio.

Proteção do mercado nacional – Atualmente o mercado brasileiro esbarra num obstáculo que vem de fora, como alerta o presidente da Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT), Reinaldo Rozzatti. “O produto asiático tem preço menor enquanto a produção nacional tem um alto custo”, pontua Rozzatti referindo-se à entrada no Brasil de produtos estrangeiros, em especial os de origem chinesa. Para ele, essa situação poderia ser equilibrada a partir de ações governamentais. “A solução seria o governo tratar os produtos brasileiro e estrangeiro com isonomia, exigindo desses últimos todos os certificados e análises que atualmente são exigidos na produção nacional. É necessária uma fiscalização mais efetiva na entrada do produto estrangeiro no país”, sugere o presidente da ABTT.

Também atenta a essa situação, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) protocolou no último dia 23 de agosto, no Departamento de Defesa Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Petição de Salvaguarda para Vestuário, que objetiva aumentar temporariamente a proteção à indústria doméstica que esteja sofrendo prejuízo decorrente do aumento de importações. A proposta é garantir o fortalecimento da indústria estimulando sua competitividade. A ação foi motivada pelo aumento de 240% na importação de vestuário no período entre 2007 e 2011. Somente em 2011, o crescimento foi de 42%, se comparado a 2010. Esse fato é explicado pela crise mundial que provocou queda das importações de vestuário dos principais mercados compradores do mundo, como Estados Unidos e União Europeia. Com isso, o excedente de produção da Ásia passou a ser escoado para o mercado brasileiro. A partir desse Pedido de Salvaguarda, espera-se que o governo dê início a investigações e julgue se o processo é válido.

Julianna Curado
Equipe de Comunicação do Confea
Com informações do Senai e da Abit

CREA-MA SEDIA ENCONTRO NACIONAL DE ENTIDADES NACIONAIS

Teve inicio hoje (10), no Brisamar Hotel a 2ª Reunião do Colégio de Entidades Nacionais (Cden). Sediada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão, reúne os presidentes e representantes das entidades nacionais do sistema Confea/Crea e tem como principal objetivo elaborar e discutir planos e ações voltadas as entidades. O evento, que vai até o dia 13 coincide com as comemorações de 400 anos de São Luís e aos 39 anos do Crea-MA, ocorridos no último dia 8 de setembro.

Estiveram presentes à solenidade de abertura o Presidente do Crea-MA, Eng. Mecânico Alcino Araújo Nascimento Filho, o Coordenador do Colégio de Entidades Nacionais, Ricardo Nascimento, além dos representantes das atuais vinte e oito entidades nacionais credenciadas junto ao Confea, organizadas por área de formação e/ou atuação profissional.

“É uma honra tê-los conosco neste encontro, onde temos a rara oportunidade de compartilharmos do mesmo ar do desenvolvimento tecnológico. Durante os próximos três dias iremos debater temas de fundamental importância ao nosso sistema.”- afirmou o Presidente do Crea-MA, Alcino Araújo Nascimento Filho.

O coordenador do CDEN, Ricardo Nascimento, agradeceu a presença de todos os presentes e falou da importância do Colégio de Entidades Nacionais: “A importância do colégio de entidades nacionais está ligada ao aperfeiçoamento e discussão dos projetos voltados as entidades com o foco voltado  para elaborar, realizar, participar, implementar, indicar e primar sobre política de formação”- disse.

SAIBA MAIS: O Colégio de Entidades Nacionais é composto pelos presidentes ou representantes das Entidades Nacionais do Sistema Confea/Crea. Atualmente, o Cden, é composto por 28 (vinte e oito) Entidades Nacionais, credenciadas junto ao Confea, organizadas por área de formação e/ou atuação profissional, representadas por seus Presidentes ou substitutos legais.

OBJETIVOS: De acordo com a legislação do Cden, o colegiado tem por objetivo elaborar, realizar, participar, implementar, indicar e primar sobre política de formação, especialização e atualização dos profissionais; Planejamento Estratégico do Sistema; Temas Nacionais de interesse das profissões; Ações de verificação e fiscalização do exercício e atividades das profissões; Elaboração de resoluções específicas de interesse geral das profissões;    Elaboração de Atos Administrativos, Normativos das profissões; Elaboração do Código de Ética Profissional;    Implementação de Projetos de pesquisas, publicações, campanhas, cursos e eventos em parceria com o Confea;   Indicação de profissionais à outorga da Medalha do Mérito e inscrição no Livro do Mérito, do Confea; e participar da organização do Congresso Nacional dos Profissionais – CNP, em conjunto com o Confea.

POR ASSESORIA DE COMUNICAÇÃO

CREA-MA