DIA 30, QUINTA-FEIRA, SERÁ LANÇADA A 69ª SEMANA OFICIAL DA ENGENHARIA E DA AGRONOMIA

 

 

 

A realização do evento de maior projeção do Sistema Confea/Crea, a Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia, será anunciada na  próxima quinta-feira, 30 de agosto, às 17h, no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

Na cerimônia, o presidente do Confea, eng. civil José Tadeu da Silva, oficializará o lançamento da Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia que acontecerá em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, de 19 e 23 de novembro próximo.

Com o tema “Aperfeiçoamento do Sistema Confea/Crea e Mútua – Os Profissionais como Agentes de Transformação na Sociedade”, a 69ª  edição do evento  tem como objetivo “discutir a legislação vigente que regulamenta o Sistema”, informa José Tadeu.

Para ele, a Soea deve ter a participação de cerca de três mil pessoas, entre profissionais e estudantes de todo o Brasil, inspetores, coordenadores de Câmaras Especializadas, conselheiros federais e regionais, – perto de 1390, com seus respectivos suplentes -, representantes das 814 entidades regionais que compõem o Colégio de Entidades Nacionais (Cden), e diretores da Mútua, Caixa de Assistência, entre outras lideranças.

O presidente do Confea acredita que “com essa mobilização, as discussões poderão colocar o Sistema Confea/Crea em sintonia com essa fase de desenvolvimento que está acontecendo no país”.

“Não há como adiar essa discussão”, afirma Tadeu, lembrando de projetos de lei em tramitação no Congresso como o que trata da representatividade dos estados no Conselho Federal.

EM: 28.08.2012

POR MARIA HELENA DE CARVALHO

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DO CONFEA

NOVA DIRETORIA DA MÚTUA NACIONAL TOMA POSSE

A Mútua, Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea, deu posse, na tarde desta quinta-feira (23/8), a sua nova diretoria, tendo o engenheiro agrônomo e engenheiro de segurança do trabalho Cláudio Pereira Calheiros como diretor-presidente e ainda o engenheiro eletricista Antonio Salvador da Rocha (Diretoria de Tecnologia da Informação), o engenheiro agrônomo Luiz Alberto Freitas Pereira (Diretoria administrativa) – eleitos pelo Colégio de Presidentes – e ainda o técnico em edificações Lino Gilberto da Silva (diretoria financeira) e o também engenheiro agrônomo Ricardo Antônio de Arruda Veiga (Diretoria de Benefícios), eleitos pelo plenário, a exemplo de Calheiros. O resultado das eleições havia sido homologado na noite desta quarta-feira (22/8), durante a abertura da 1392ª plenária ordinária do Confea. A nova diretoria assume para o mandato que vai até 24 de agosto de 2015.

“Houve grandes avanços, mas pretendemos desenvolver um convênio com os Creas e Confea para criarmos um sistema que agilize o registro das Anotações de Responsabilidade Técnica –ARTs. Vamos ver o que tem sido feito por eles, e ver como a Mútua pode ajudar”, considera Antonio Salvador. Segundo ele, há condições de ser implantado até o ano que vem. “Isso vai agilizar o Sistema como um todo. Devemos também usar a tecnologia da informação para ampliar o número de associados. Pelo que vi, hoje isso é feito com muita competência, mas direcionado a quem já é sócio. A gente vai sensibilizar os Creas e as entidades de classe para chegar aos novos profissionais e aos estudantes”, acrescenta Salvador.
Com o patrimônio financeiro atual de R$ 509 milhões e patrimônio físico, de cerca de 80 milhões, a Mútua deve realmente enfrentar as barreiras de informação aos profissionais. É o que argumenta o novo diretor financeiro da entidade. “Reconhecemos que a Mútua não consegue levar a informação ao profissional, ou seja, podemos dizer que existe o desconhecimento por falta de comunicação. Os profissionais que conhecem a Mútua são os que participam do Sistema”. Evitando fazer análises sobre a gestão anterior, “cada um enfrenta as dificuldades de seu tempo”, Lino Gilberto da Silva prefere incentivar o diálogo para deflagrar novas iniciativas em prol da Caixa de Assistência. “Temos todos que nos unir para agilizar nossas demandas. As críticas são grandes, por isso precisamos do esforço de todos os segmentos do Sistema Confea/Crea e Mútua”, diz.

Cerimônia

Para o arquiteto Wellington Costa, então presidente da Mútua, seu mandato cumpriu com as metas estabelecidas. “Chegamos ao final da gestão com a consciência do dever cumprido, na medida das nossas capacidades. O tempo é o senhor da razão, e o tempo com certeza se terá uma avaliação do que a diretoria fez e poderia fazer, disse, parabenizando a nova diretoria e agradecendo a todos pela convivência fraterna com todos os colaboradores da Mútua. “Eles são os principais responsáveis pelo que desenvolvemos neste período”. O. diretor de Tecnologia da Informação, técnico agrícola Marcos de Sousa, também agradeceu a confiança para participar de dois mandatos. “A Mútua hoje só caminha para frente. Seu potencial é muito grande”, disse, desejando sucesso aos novos diretores. Logo depois, houve a exibição de um vídeo com imagens de confraternização entre gestores e colaboradores, seguida da posse dos novos diretores.

“Marcos de Sousa modernizou a área de tecnologia da Mútua. Quero colocar minha experiência para trabalhar arduamente para melhorar estes serviços”, disse, Antônio Salvador da Rocha. O diretor administrativo, Luiz Alberto Freitas Pereira, considerou que espera contar com o apoio do corpo funcional para construir “a Mútua que queremos”. Já o diretor financeiro Lino Gilberto da Silva, comentou que este é o maior desafio de sua vida, enquanto o novo presidente da Mútua, Cláudio Pereira Calheiros, conclamou as diversas entidades, profissionais e colaboradores a contribuir para a modernização da legislação e para a descentralização administrativo-financeira da Mútua, “o braço social do Sistema”. O presidente do Confea, eng. civil José Tadeu, considerou que, para a Mútua chegar a seu atual estágio, precisou do empenho de muitos outros profissionais. “Quero desejar sucesso a vocês”, disse, após fazer um apanhado histórico da entidade e declarar sua importância para o Sistema.

O diretor de benefícios da Mútua, Ricardo Antônio de Arruda Veiga, esteve impossibilitado de comparecer à posse, sendo representado. Transmitida pela internet como todas as demais plenárias do Confea, a cerimônia contou com a participação dos conselheiros e ainda do Presidente do Colégio de Presidentes, Antônio Carlos Albério, do coordenador do Colégio de Entidades Nacionais, Ricardo Nascimento, presidentes de Creas, entre outras autoridades do Sistema Confea/Crea e ainda de funcionários da Mútua e de familiares dos diretores.

EM: 27.08.2012
POR HENRIQUE NUNES
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DO CONFEA

GEOLOGIA A FAVOR DA SOCIEDADE

Atentos aos problemas causados por desmoronamentos em regiões de encostas, geólogos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) investiram em uma iniciativa social e educativa: elaborar um filme para conscientizar a população e os técnicos que trabalham em zonas de riscos e evitar tragédias na temporada de chuvas. O curta-metragem “Áreas de risco: informação para prevenção”, que está disponível na internet, traz dicas úteis em uma linguagem acessível. “A ideia de fazer o vídeo surgiu da necessidade de ter mais um instrumento para educação tanto do pessoal de prefeitura quanto da população, principalmente a população”, conta o geólogo pesquisador e um dos idealizadores do filme, Eduardo Macedo, já no início da gravação.
Como parte do Plano Municipal de Redução de Riscos de Mauá (SP), o curta-metragem tem a proposta de prevenir acidentes como o acontecido em 2011 naquela região, quando seis pessoas morreram durante as chuvas de janeiro. “Não trabalhamos apenas na emergência. A gente tem a ideia de que a prevenção é muito mais barata e mais fácil”, explica o geólogo Fabrício Mirandola, que também participou do projeto audiovisual e atua no Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas (Cetae), unidade técnica do IPT voltada para o desenvolvimento de ações associadas a políticas públicas. “Nosso trabalho com desastres naturais é extremamente social”, acrescenta o especialista, referindo-se ao objetivo de ensinar a autoproteção ao cidadão, levando o conhecimento para que ele faça o básico: identificar a situação de risco, deixar o local e chamar a Defesa Civil.

Atualmente há na capital paulista 1.600 favelas, das quais pelo menos 500 têm deslizamentos. “Esse problema já está instalado”, pontua o pesquisador Eduardo Macedo, que também atua como conselheiro no Crea-SP, representando o sindicato dos geólogos. Diante desse contexto, a equipe de geólogos dedica-se a planejar medidas de proteção para essa parcela da sociedade que não pode morar em áreas mais seguras. “Como posso fazer para que as pessoas habitem um local da melhor forma, como faço isso acontecer levando em conta o ambiente físico e a ocupação sustentável?”, são perguntas que os especialistas em levantamentos geológicos se fazem durante as pesquisas. Nesse sentido, o vídeo traz sugestões para o dia a dia da comunidade, como evitar lançar água utilizada no terreno do vizinho e sempre observar movimentações do terreno, evidenciadas pela inclinação de muros, árvores e postes. Com essas atitudes, os cidadãos estarão sempre alertas para problemas como rachaduras em paredes ou início de desabamento da construção.
O filme também chama atenção para o principal causador de desmoronamentos: a água utilizada nas casas. “Tem que fazer sistemas de drenagem eficientes e que levem essa água para a parte de baixo da encosta”, orienta Eduardo Macedo. Fora disso, em períodos chuvosos, a água “infiltra o solo e vai aumentando sua umidade. Além da água da chuva, o esgoto lançado nessas encostas aumenta ainda mais as chances de esse deslizamento acontecer”. Outro fator crítico é o lançamento indevido de lixo e entulho no terreno. “Esse material não tem uma liga, uma resistência. Quando chove, é mais fácil ele deslizar e atingir as moradias que estão abaixo”, alerta o vídeo que nos próximos meses será legendado em inglês e espanhol para auxiliar nos trabalhos de prevenção de acidentes em outros locais do mundo. “Fizemos um vídeo que pudesse ser reproduzido em qualquer local do Brasil. E agora vamos internacionalizá-lo”, comenta o pesquisador e roteirista Eduardo Macedo.

Políticas públicas
No Brasil, o tema gestão de riscos ganhou força com a aprovação da Lei 12.608, em abril deste ano, que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) e o Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil (CONPDEC). Os profissionais que lidam com problemas relacionados a enchentes e deslizamentos aprovaram a legislação, como afirma o consultor em Geologia de Engenharia e ex-diretor da Divisão de Geologia do IPT, Álvaro Rodrigues dos Santos, em seu artigo “Áreas de risco: A Lei nº 12.608 e os limites dos alertas pluviométricos”. “O meio técnico brasileiro saudou efusivamente a aprovação. Essa moderna legislação é fruto direto das intensas discussões promovidas pelas associações técnicas brasileiras em reação ao recrudescimento das tragédias ocorridas em diversos estados brasileiros nos últimos anos”, comenta Álvaro. O texto também enfatiza que a lei tem em sua base conceitual e estratégica a abordagem preventiva, com foco na eliminação de zonas de risco e, por consequência, na redução de acidentes: “Diferentemente dos terremotos, vulcanismos e tufões, nossos desastres são todos associados a erros cometidos pelo próprio homem na ocupação de áreas geologicamente inadequadas para tanto, ou áreas que, por suas características, exigiriam no mínimo técnicas construtivas para elas especificamente apropriadas”. Para o geólogo, a questão “áreas de risco” está vinculada às políticas públicas de planejamento urbano e habitação popular. “Somente sob essa abordagem, [a questão] terá solução virtuosa e definitiva”, finaliza.

EM: 22.08.2012
POR JULIANNA CURADO
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DO CONFEA

CREA-MA VISTORIA HOSPITAL CARLOS MACIEIRA

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão realizou vistoria hoje (20) no Hospital de Alta Complexidade Carlos Macieira, na capital. Além do Conselho, representantes da Secretaria Estadual de Saúde, da empresa contratada pela Secretaria e Vigilância Sanitária também estiveram presentes. Foram visitados os setores que foram comprometidos no incêndio, locais em que obras de reforma do hospital prosseguem, além de alas onde o atendimento hospitalar não foi comprometido.
O Crea-MA formulará, além do laudo técnico, uma equipe multidisciplinar formada pela sua Assessoria Técnica, Setor de Comunicação e Gerência de Fiscalização, visando acompanhar, em conjunto com os demais órgãos fiscalizadores, os trabalhos de construção, reforma e manutenção no hospital.

EM: 20.08.2012
CREA-MA

EQUIPE DO CREA-MA VISITA OBRAS DA OGX E MPX

Os empreendimentos da Unidade de Tratamento de Gás (UTG) Parnaíba e Usina Termelétrica (UTE) Parnaíba na cidade de Santo Antônio dos Lopes, de responsabilidade da OGX e da MPX, foram visitados o último dia 17 de agosto por uma equipe do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão – Crea-MA. Comandada por seu presidente Alcino Araujo Nascimento Filho, a comitiva contou com a presença de assessores, conselheiros regionais e profissionais do Sistema.

O objetivo principal da visita foi avaliar o andamento das obras e o funcionamento das estruturas já instaladas. Além disso, foi uma oportunidade viabilizada pela OGX/MPX, em parceria com o Crea-MA, no sentido de conhecer ainda mais o empreendimento.
A MPX constrói em Santo Antônio dos Lopes um complexo de geração de energia termelétrica a gás natural, a Usina Termelétrica Parnaíba, que será o maior complexo termelétrico a gás natural do Brasil e terá capacidade instalada de 3722MW de energia. O empreendimento tem previsão para gerar energia já a partir do próximo ano. O gás natural a ser tratado e produzido na Unidade de Tratamento de Gás (UTG), de responsabilidade da OGX Maranhão, virá do campo de Gavião Real e posteriormente de Gavião Azul, e abastecerá a UTE Parnaíba, usina da MPX.

De acordo com o presidente Alcino Nascimento, os trabalhos da usina a cada dia têm evoluído, cujo benefício irá contemplar diversas áreas no ramo da engenharia e a sociedade em geral. Por isso, segundo ele, a preocupação no acompanhamento das obras por parte do Crea-MA. “A MPX e a OGX estão desenvolvendo o maior complexo de geração de energia a gás natural da América Latina. Esse empreendimento é muito importante para o Maranhão, pois tem gerado inúmeros empregos e tem como finalidade dobrar a produção atual de gás natural no Brasil em terra”, complementou o gerente de fiscalização do Crea-MA, José Álvaro Costa.
Esta foi a quarta visita do Crea-MA às obras da OGX e MPX. Além disso, integrantes dos empreendimentos já realizaram diversas visitas ao Conselho, incluindo a presença, no começo do mês de agosto, à reunião plenária ordinária do órgão.

EM: 19.08.2012
POR RACHID SAUAIA E SULEIMA NEVES
CREA-MA

INDÚSTRIA NAVAL BRASILEIRA EM EXPANSÃO

A capacidade industrial brasileira no segmento naval tem sido ampliada nos últimos anos especialmente em função das descobertas de reservas de petróleo e gás em alto-mar. Segundo dados do Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2012, publicado no fim de julho pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), as reservas de óleo tiveram aumento de 5,6%, chegando a 15 bilhões de barris, de 2010 para o ano passado. Com isso, o Brasil subiu da 15ª para a 14ª posição mundial. No mesmo período, as reservas de gás natural cresceram 8,6%, para 459,4 bilhões de m³, elevando o país à 31ª colocação no ranking.
Esse cenário crescente de exploração de águas profundas impulsiona a construção de plataformas de petróleo, navios, embarcações de apoio e equipamentos, o que demanda mão de obra especializada. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), o número de postos de trabalho no segmento de estaleiros mais que triplicou nos últimos seis anos e atualmente o setor emprega 62 mil profissionais, sendo 5% engenheiros navais, mecânicos, elétricos, de produção e de segurança. Apenas o estado do Rio de Janeiro gera aproximadamente 30 mil empregos, ficando o Amazonas em segundo lugar, com 13 mil postos. Nas estimativas do Sinaval, outras 21,5 mil vagas para engenheiros, técnicos e operários serão abertas até 2015 com a implantação de dez novos estaleiros no Brasil.
Os números mostram, portanto, que a desaceleração da economia ainda não atingiu o mercado de construção naval local. E essa vantagem se deve à garantia de recursos de financiamento tornando possível o andamento de 385 obras – entre navios-sonda e petroleiros, além de plataformas de produção – que irão atender encomendas do segmento offshore. Desse total, 236 construções estão sendo desenvolvidas na região Sudeste, 64 no Sul do país, 48 no Nordeste e 37 no Norte, segundo dados do Sinaval.

Mercado de trabalho
Como se vê, o mercado é promissor para engenheiros navais, especialistas responsáveis por projetar, supervisionar, inspecionar, planejar e gerir operações. De acordo com o diretor do Centro de Engenharia Naval e Oceânica (CNaval) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Carlos Padovezi, o profissional que atua nesse segmento busca especializações na área de hidrodinâmica (estudo de formas e linhas de cascos, movimentos e esforços em ondas, resistências e potências), estruturas (projeto estrutural de cascos de navios e plataformas marítimas), máquinas (sistemas instalados em navios e plataformas) e transporte (logística e custos).
Além de projetos em estaleiros, o desenvolvimento de pesquisas científicas navais é outro campo de trabalho para o engenheiro. No CNaval, são realizados estudos teóricos e experimentais com foco em soluções tecnológicas para propulsão, cascos, manobras e comportamento em ondas.
Há perspectivas de emprego também no setor de transporte fluvial de mercadorias considerando principalmente a tendência de investimento em alternativas mais econômicas e ambientalmente responsáveis do que a logística rodoviária. Na Universidade Federal do Pará, por exemplo, pesquisas em hidrovias ganham destaque nas atividades acadêmicas.
Porém, o mercado que chama mais atenção dos recém-formados é o de exploração de petróleo e gás em alto mar, onde a maior empresa do país, a Petrobras, emprega 257 engenheiros navais nas atividades de planejamento e fiscalização de projetos e obras, serviços de manutenção e operação em navios, embarcações de apoio marítimo e portuário e outras estruturas flutuantes, bem como no planejamento e execução da logística e comercialização de serviços de transporte de petróleo, derivados, gás natural e outros fluidos.

Interação profissional
Engenheiros do setor de tecnologia naval não trabalham sozinhos, mas em conjunto com técnicos e tecnólogos de diversas áreas, como construção e estruturas navais. Há integração ainda com profissionais da geologia e geografia, como explica o doutor em engenharia naval e oceânica Carlos Padovezi: “A interação com geógrafos e geólogos tem se dado principalmente nas atividades relacionadas com exploração de petróleo e gás no mar. Os engenheiros navais contribuem com as soluções para aumento da segurança e otimização da exploração de campos de petróleo no mar, determinados em trabalhos que envolvem geólogos e geógrafos”.

Números
De acordo com estatísticas do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), hoje estão inscritos na instituição aproximadamente 3,1 mil engenheiros navais, técnicos em estrutura e máquinas, além de tecnólogos em construção naval. Geógrafos, geólogos e técnicos em geologia somam 15,2 mil.

Onde se qualificar
No Brasil, as seguintes instituições públicas oferecem cursos de graduação e especialização em engenharia naval: Universidade de São Paulo (USP), as federais do Rio de Janeiro (UFRJ), Pará (UFPA), Rio Grande (FURG/RS) e de Pernambuco (UFPE), além da Estadual da Zona Oeste (UEZO/RJ) e a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec/RJ). Já o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) dispõe de curso técnico naval.

EM:08/08/2012
POR: JULIANNA CURADO
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DO CONFEA