A situação é crítica e Portelada alerta as autoridades
Por Rachid Sauaia
Crea-MA
Foi realizada, na manhã de ontem (10), na Câmara Municipal de Vereadores de São Luís, uma audiência pública sobre a situação da Barragem do Bacanga. Por solicitação de autoria do Vereador Vieira Lima, o encontro, que contou com a presença de várias autoridades do estado e do município, e entre elas o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão – Crea-MA, Raymundo Portelada, e do assessor técnico, Engenheiro Civil Francisco José Albuquerque, serviu para discutir sobre a competência jurídica sobre aquela construção e sobre os acordos firmados entre os poderes para resolver a problemática existente na barragem.
A audiência se fez oportuna pelo iminente risco que representa a barragem atualmente, sobretudo pela falta de manutenção e intervenções equivocadas, ao longo dos anos, o que acabou gerando uma grande pressão das águas naquele local e erosões no entorno. Segundo o Engenheiro Francisco Albuquerque, se não houver intervenção satisfatória no local, pode acontecer a qualquer momento um grave sinistro de grande impacto humano e ambiental.
O presidente Raymundo Portelada ressaltou o trabalho que o Crea-MA realizou e traçou um panorama geral da situação da barragem: “ O Crea-MA foi procurado, assim que ocorreu aquele grande sinistro na barragem do Piauí e realizamos não somente vistoria na Barragem do Bacanga, que é o ponto de discussão aqui, mas também na de Pericumã e em Flores. A situação das três é muito preocupante. Encaminhamos as documentações para os órgãos competentes e até agora nada significativo foi realizado. É preciso que se tenha, primeiramente, um projeto de recuperação, para que em seguida se dêem inícios às obras, em caráter emergencial”. Afirmou.
Portelada finalizou com um grande alerta sobre a situação daquela região: “É preciso, que se realize algo organizado e urgente, pois o risco é aquela construção romper, e se isso ocorrer, tudo abaixo do nível de dois metros será atingido. Pessoas podem ser vitimadas. O momento é de se cobrar de quem é responsável, concluiu o presidente”.